Este documento foi montado só com o que é público: o código das duas páginas de vocês, o perfil no Instagram, a biblioteca de anúncios do Meta e o planejador de palavras do Google. Nada aqui saiu de acesso a conta, senha ou relatório interno. O que não deu resultado antes não foi falta de verba nem de criativo. Foi tratar três públicos diferentes como se fossem um só.
Antes do que falta. O Grupo Portal chega nessa conversa com três coisas que quase nenhuma empresa do setor tem juntas: catálogo montado, software próprio e um posicionamento jurídico já definido.
Os quatro sistemas como o próprio site apresenta. Esse bloco é o ativo mais subaproveitado do material que está publicado hoje.
Desburocratização
Catálogos de ARP
Respaldo jurídico
Ecossistema
Gestão fim a fimOs cinco pilares que vocês mesmos desenharam. Eles já são a mensagem certa. O problema não é o que dizer, é para quem, e por onde.
Some a isso um número único de WhatsApp no site, o (51) 98298-8482, chamado em 257 pontos da página. Parece detalhe e não é: a maioria das empresas que eu analiso chega com dois ou três números diferentes espalhados, e aí ninguém sabe de onde veio o contato. Aqui esse ponto já está certo.
Na conversa com o Queiroz ficou dito que vocês querem crescer de três formas: mais órgãos públicos comprando, mais fornecedores na base e mais representantes fazendo a conexão. Essas três frentes parecem o mesmo esforço de marketing. Não são. Elas vivem em canais diferentes, têm custo diferente e prazo diferente.
Secretaria de educação, prefeitura, gestor de compras. É quem adere à ata. Concorrência quase nenhuma no anúncio, e o catálogo de vocês já fala com ele.
É a frente mais barata e ninguém percebeu.
Empresa que quer vender para o governo. Aqui a briga é feia, mas por um motivo que joga a favor: quase todos os 225 vendem curso, não acesso.
Mercado lotado de professor e vazio de porta de entrada.
Parceiro que leva o Grupo Portal até o órgão. Ninguém procura isso no Google, então não é campanha de busca. É recrutamento, e recrutamento se faz no Meta.
Zero concorrência e formato já provado em outros setores.
Campanha moderna não é escolher público, é ensinar a plataforma quem compra. Ela aprende com um sinal que sai do site e volta para ela. Varri o código das duas páginas e o sinal está pela metade, de um jeito que conta uma história.
Achei AW-17929237351 e AW-17936553653 carregando na mesma página. Duas tags quase sempre significam duas contas diferentes, de dois fornecedores diferentes, e nenhuma delas foi removida quando o contrato acabou. Na prática, ninguém sabe qual conta está medindo o quê, e conversão dividida entre duas contas não otimiza nenhuma das duas.
Nem no portalpapi.com.br, nem no segundo endereço. Como as frentes 2 e 3 são justamente as que vivem no Meta, isso quer dizer que a parte do plano que mais depende de Instagram e Facebook é a que está mais cega. Sem pixel, a campanha entrega para quem clica, nunca para quem preenche.
Tem Microsoft Clarity instalado, que grava a tela e mostra onde a pessoa desistiu. É útil e mostra que alguém se preocupou. Mas o Clarity não conta quantas pessoas entraram nem de onde vieram, e não conversa com campanha. É o retrovisor, não o painel.
Conta nova e crescida na unha, seguindo 2.210 pessoas de volta. É pouco para vender, mas é suficiente para virar público semelhante assim que o pixel entrar. E público semelhante de quem já conhece vocês custa bem menos que público frio.
Vocês têm dois sites no ar ao mesmo tempo, e eles não são versões do mesmo material: são marcas diferentes falando com públicos diferentes.
A correção não é refazer nada. É eleger um domínio como oficial, apontar o outro para ele e instalar o mesmo conjunto de medição nos dois enquanto a mudança acontece. É trabalho de dias, não de projeto.
Consultei a biblioteca de anúncios do Meta hoje, no Brasil, separando por quem cada anúncio tenta atingir. O desenho que saiu foi o oposto do que o senso comum diz.
Os nomes que estão lá: Conecta Atas ("Encontre a ata certa"), Mtec ("Seu órgão está preparado para o governo digital?"), Exxer STEAM ("Acelere a inovação tecnológica da sua rede de ensino"), Educacional, BLL Compras, Compras BR e Grupo Cardil. É o Brasil inteiro, não uma região. Vinte e quatro anúncios é um mercado sem disputa de leilão, e leilão sem disputa é clique barato.
O anúncio dela diz "ATA SRP, acelere a inovação tecnológica da sua rede de ensino". Rede de ensino é o coração do catálogo de vocês, do kit escolar à mesa interativa. E a Mtec já roda remarketing de carrinho abandonado de ata, o que significa que ela tem medição funcionando enquanto vocês têm duas tags brigando entre si. Quem está na frente aqui está na frente por instalação, não por verba.
Desafio de Vendas para o Governo, Vencendo Licitações, ConLicitantes, Licitage, Infinityebook, professor com aula liberada. Praticamente todos vendem curso, mentoria ou consultoria ensinando a empresa a vender para o governo. É um mercado saturado de quem ensina o caminho.
Entre os 225, eu não encontrei um só oferecendo o que vocês têm: entrar numa ata que já existe e chegar ao órgão sem montar operação de licitação do zero. O fornecedor cansado de comprar curso é um público pronto, e a oferta de vocês responde a objeção que o curso não resolve, que é o tempo até a primeira venda.
Puxei o volume de busca no planejador do Google para o Brasil. Esta é a parte que mais engana quem monta campanha nesse setor sem conhecer o setor.
| O que as pessoas digitam | Buscas/mês | Clique no topo | Leitura |
|---|---|---|---|
| Volume gigante, intenção nenhuma | |||
| portal de compras públicas | 90.500 | R$ 1,33 a 4,05 | É gente procurando o portal do próprio governo para consultar processo. Não quer comprar nada de ninguém. Pagar por esse clique é comprar visita perdida. |
| licitação | 40.500 | R$ 1,87 a 5,73 | Termo enciclopédico. Quem digita isso pode ser estudante, servidor ou curioso. Serve para conteúdo, nunca para anúncio. |
| compras públicas | 27.100 | R$ 1,56 a 4,78 | Mesma história. Volume que enche relatório de agência e não enche pipeline. |
| Volume pequeno, intenção de compra | |||
| ata de registro de preços | 2.900 | R$ 1,85 a 7,14 | Este é o termo do negócio de vocês. Custa quatro vezes mais que "portal de compras públicas" e vale a diferença: quem digita já sabe o que é ata e está resolvendo uma compra. |
| vender para o governo | 880 | R$ 1,47 a 4,66 | Porta de entrada da frente 2. É o fornecedor procurando como começar. |
| consultoria em licitação | 590 | R$ 3,95 a 14,32 | O clique mais caro de toda a varredura. Preço alto aqui não é problema, é prova: significa que quem compra esse clique fecha contrato e consegue pagar por ele. |
| como vender para o governo | 590 | R$ 1,44 a 4,05 | Mesma pessoa, um passo antes da decisão. Boa para conteúdo e remarketing, não para venda direta. |
Planejador de Palavras-chave do Google Ads, Brasil, média dos últimos 12 meses, consultado em 20/08/2026. O valor de clique é a faixa estimada para aparecer no topo da página.
A terceira frente é a que menos tem dado público e a que mais tem caminho livre. Vale separar, porque ela não se parece com nenhuma das outras duas.
Não há volume de busca relevante para isso, em nenhuma variação que eu testei. Quem seria um bom representante de vocês, alguém que já circula em prefeitura e conhece gestor, não está procurando essa vaga. Ele nem sabe que ela existe. Campanha de busca aqui não tem o que comprar.
Não achei nenhum anúncio recrutando representante no nicho de governo. Mas achei 155 ativos recrutando representante em outros setores: cervejaria, energia solar, cosmético, até concessionária com "tem CNPJ ativo? seja nosso parceiro". O formato funciona e está testado, só nunca foi apontado para este mercado.
Três fases. A primeira não gasta mídia, só arruma o que já existe. A segunda abre a frente mais barata e a que multiplica. A terceira entra na briga cara, com número na mão.
Decidir qual das duas tags do Google Ads fica e remover a outra, instalar o pixel do Meta com envio pelo servidor, colocar um Analytics de verdade, eleger o domínio oficial e apontar o segundo para ele. Nada disso é mídia paga, é instalação. Ao fim, pela primeira vez, dá para responder quantas pessoas entraram, por onde e o que fizeram.
Busca no Google mirando só os termos de intenção, com "ata de registro de preços" no centro e as buscas de volume alto excluídas de propósito. Em paralelo, campanha no Meta recrutando representante, que é onde não há disputa. São as duas frentes de leilão vazio, e é aqui que sai o primeiro custo por contato confiável.
Só agora a frente do fornecedor, contra os 225. E não competindo no mesmo terreno: enquanto eles vendem curso de como vender para o governo, o anúncio de vocês vende entrar numa ata que já existe. Com o pixel treinado desde a semana 1, essa campanha começa sabendo com quem falar em vez de aprender do zero.
Nada disso exige refazer site, trocar de plataforma ou parar de vender enquanto arruma. A lista é curta de propósito.
Não "quanto custou o clique" nem "quantas pessoas alcançamos". Quanto custa um órgão interessado, um fornecedor qualificado e um representante recrutado, cada um com o seu número. É esse dado que decide onde vale colocar mais verba no terceiro mês, e é ele que nenhuma das empresas anteriores entregou.
Enquanto esses três números não existirem, qualquer conversa sobre verba é palpite, de qualquer agência, inclusive da nossa.
Com o painel do site e o gerenciador do Meta liberados, a fase 1 começa no mesmo dia e não depende de mais nenhuma reunião. Nenhuma conta muda de dono: entramos como parceiro convidado, e o que for construído fica com vocês mesmo que um dia a gente pare de trabalhar junto.
Se preferir começar menor, dá para instalar só a medição primeiro e decidir a verba depois de ver o dado. Nessa ordem vocês não gastam mídia enquanto o sinal ainda não está de pé, que é o oposto do que foi feito até aqui.